O concelho tem
a sede na povoação de Castendo (antiga freguesia de S. Genésio de Insua), hoje
dita de Penalva do Castelo. Primitivamente Castendo, passou a designar-se pelo
nome actual a partir de 1957.
A leste da sede do distrito, entre Satão, a norte, Mangualde a sul, e
confronta a nascente com terras da Guarda.
O concelho
abrange uma área aproximadamente 135.93 quadrados, englobando treze freguesias
Antas, Castelo de Penalva, Esmolfe, Germil, Insua, Lusinde, Mareco, Matela,
Pindo, real, Sezures, Trancozelos, e Vila Cova do Covelo.
O topónimo
Penalva tem origem na existência de uma antiga fortaleza (na margem direita do
Alva) de que não restam vestígios.
A mais antiga
referência a Penalva (Pena Alva) faz ilusão à tomada do Castelo aos mouros por
fernando o Magno, rei de Leão e Castela, em 1058, depois da conquista de Lamego
e Viseu.
O primeiro
núcleo da vila, entre os rios Dão e Coja, terá tido assento noutro lugar, nas
margens do rio Om (actual Dão).
Segundo
eruditos, os restos (visíveis) da antiga vila misturaram-se com as ruínas do
templo (na Quinta do Mosteiro) da ordem monástica do Santo Sepulcro, talvez o
primeiro da península, sob a protecção de D. Afonso Enriques e sua mãe D.
Teresa. Por isso ficou conhecida por vila nova do Santo Sepulcro.
Mas há outros
vestígios que comprovam o povoamento celta romano ou a antiguidade indiscutível
da vila e seu alfoz. D. Sancho I deu-lhe foral em 1240 e as ordenações
manuelinas confirmaram-no em 1514.
As tradições
pastorícias (e fabrico do queijo artesanal) integram o concelho na respectiva
área demarcada do Queijo da Serra da Estrela. A feira realiza-se na primeira
sexta-feira de Fevereiro, constituindo um dos mais prestigiados cartazes
gastronómicos da região.
Locais
aprazíveis, de lazer, são variados, com belas paisagens de rio e montanha.
Refiram-se, todavia, como locais de interesse, as praias fluviais de Nossa
Senhora de Lurdes (rio Coja), na freguesia da Insua; a ponte de Santa Clara (rio
Dão), freguesia de Esmolfe e Castelo de Penalva; e a ponte Senhora da Ribeira
(rio Dão), na freguesia de Pindo.
Merecem também
citação a casa da Insua, imponente palacete senhorial, com amplos e cuidados
jardins românticos, considerados os melhores da beira, o o peloirinho tipo
“gaiola” fechada; a Misericórdia de Castendo (traça barroca), cuja referência
mais antiga consta de bula de Paulo V; a ponte romana de Castelo de Penalva
(sobre o Dão); as ruínas do mosteiro, da Ordem Regular do Sepulcro (dos cónegos
se Santo Agostinho) e a anta da Quinta de Ouronho, na serra de Esmolfe.
Merecedores de
uma visita atenta, áí estão alguns imóveis classificados como património de
interesse público e concelhio: a casa da Joana ou Solar dos albuquerques, o
pelourinho de Penalva do Castelo, o cruzeiro de Sezures e o conjunto que forma
com a igreja matriz e o adro respectivo, e já citada ponte romana do Castelo, o
Solar dos Malafaias (em Santa Eulália), a ponte dos Tracoselos, as sepulturas
antropomórficas (em Castelo, em Esmolfe, em Pindo, e em Sezures), bem como um
conjunto arqueológico-industrial da Casa da Insua.